Documentário
Aprox. 90 min
cor
Uma Questão de Gênero acompanha, durante um ano, a vida de sete pessoas que, em comum, têm o sentimento de que nasceram em um corpo que não era seu. Homens que nasceram mulheres, mulheres que nasceram homens contam como se descobriram transexuais e como buscam viver em sua verdadeira identidade de gênero. A luta para serem aceitos pela família e pela sociedade, o tratamento hormonal, a cirurgia de redesignação sexual e a batalha judicial pela troca do nome e do sexo no registro civil são alguns dos obstáculos que transexuais têm que superar. O documentário mostra os sonhos, alegrias, dramas e transformações vividos por essas sete pessoas que lutam para superar preconceitos, conflitos e barreiras em busca de uma vida mais feliz.
Direção, Roteiro e Produção: Rodrigo Najar
Dir. de Fotografia: Elton Luz
Produção e Edição : Têmis Nicolaidis
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Por que transexuais?
A transexualidade é um assunto cercado de mistério e desconhecimento, sendo, na maioria absoluta dos casos tratada com ignorância, intolerância e preconceito. Muitas confusões são feitas e falsas idéias são normalmente associadas a transexuais. No entanto há indicadores de que a transexualidade sempre foi uma realidade em qualquer época e em qualquer parte do mundo.
Transexuais são alvo de muito preconceito.
Preconceitos vindos de heterossexuais, mas também de homossexuais e até mesmo de travestis que demonstram grande dificuldade em entender a transexualidade.
Assim, transexuais acabam sendo uma minoria descriminada pelas próprias minorias. Uma minoria dentro das minorias.
A transexualidade é muito confundida com travestismo e tratada como uma "opção", apesar das evidência de que se trata de uma condição inerente á pessoa considerar-se de um sexo diferente daquele que seu corpo mostra – conflito de identidade de gênero-corpo. Comumente definida como uma alma de mulher aprisionada em um corpo masculino, ou vice-versa" a trasexualidade é associada a pessoas estranhas, misto de homem com mulher ou mulher com homem.
Além dos conflitos internos de identidade, transexuais tem que enfrentar um longo caminho de adversidades para alcançar condições básicas de vida: o longo e penoso processo de avaliação antes de obter a autorização para a cirurgia de "adequação genital"; psicoterapia, terapia hormonal; cirurgias plásticas, a própria cirurgia de adequação genital. Depois disso outras batalhas ainda são vividas: a alteração dos documentos, a aceitação da família, da sociedade, do mercado de trabalho...
Mas o que sentem as pessoas que nasceram com essa questão para resolver ao longo da vida?
Como foi sua infância, sua adolescência?
O que querem? Como vivem num mundo que não as entende como realmente são?
Esse documentário surgiu com a intenção de colocar essas e outras questões e saber as repostas dos próprios transexuais, para que transexuais falem de si mesmos, exponham suas questões e desmistifiquem a si próprios.
Como foi a abordagem do tema?
Depois de decidir fazer esse documentário, o diretor partiu para uma pesquisa de campo em busca de um verdadeiro contato com a transexualidade. Nessa fase, que durou alguns meses, ele entrevistou 29 transexuais, homens e mulheres, em todo o Brasil. Passou a ter um contato diário com essas pessoas via internet, telefone e com algumas pessoalmente.
No final desse processo foram escolhidas 7 pessoas que participaram do documentário, 5 mulheres transexuais ( MtF – male to female) e 2 homens transexuais ( FtM – female to male).
A partir daí, começou a filmar, e durante exatamente um ano, acompanhou a vida dessas pessoas, promoveu encontros, entrevistou as famílias, parceiros e filhos. A grande surpresa que o documentário reservou a todos foi a grande afinidade e o verdadeiro afeto que surgiram entre a equipe e os entrevistados. No decorrer de algum tempo, muito mais do que documentar a transexualidade, “ Uma questão de gênero” passa a documentar o surgimento de uma bonita amizade entre os entrevistados e a equipe e as interessantes reflexões que se originam desse convívio.
A transexualidade é um assunto cercado de mistério e desconhecimento, sendo, na maioria absoluta dos casos tratada com ignorância, intolerância e preconceito. Muitas confusões são feitas e falsas idéias são normalmente associadas a transexuais. No entanto há indicadores de que a transexualidade sempre foi uma realidade em qualquer época e em qualquer parte do mundo.
Transexuais são alvo de muito preconceito.
Preconceitos vindos de heterossexuais, mas também de homossexuais e até mesmo de travestis que demonstram grande dificuldade em entender a transexualidade.
Assim, transexuais acabam sendo uma minoria descriminada pelas próprias minorias. Uma minoria dentro das minorias.
A transexualidade é muito confundida com travestismo e tratada como uma "opção", apesar das evidência de que se trata de uma condição inerente á pessoa considerar-se de um sexo diferente daquele que seu corpo mostra – conflito de identidade de gênero-corpo. Comumente definida como uma alma de mulher aprisionada em um corpo masculino, ou vice-versa" a trasexualidade é associada a pessoas estranhas, misto de homem com mulher ou mulher com homem.
Além dos conflitos internos de identidade, transexuais tem que enfrentar um longo caminho de adversidades para alcançar condições básicas de vida: o longo e penoso processo de avaliação antes de obter a autorização para a cirurgia de "adequação genital"; psicoterapia, terapia hormonal; cirurgias plásticas, a própria cirurgia de adequação genital. Depois disso outras batalhas ainda são vividas: a alteração dos documentos, a aceitação da família, da sociedade, do mercado de trabalho...
Mas o que sentem as pessoas que nasceram com essa questão para resolver ao longo da vida?
Como foi sua infância, sua adolescência?
O que querem? Como vivem num mundo que não as entende como realmente são?
Esse documentário surgiu com a intenção de colocar essas e outras questões e saber as repostas dos próprios transexuais, para que transexuais falem de si mesmos, exponham suas questões e desmistifiquem a si próprios.
Como foi a abordagem do tema?
Depois de decidir fazer esse documentário, o diretor partiu para uma pesquisa de campo em busca de um verdadeiro contato com a transexualidade. Nessa fase, que durou alguns meses, ele entrevistou 29 transexuais, homens e mulheres, em todo o Brasil. Passou a ter um contato diário com essas pessoas via internet, telefone e com algumas pessoalmente.
No final desse processo foram escolhidas 7 pessoas que participaram do documentário, 5 mulheres transexuais ( MtF – male to female) e 2 homens transexuais ( FtM – female to male).
A partir daí, começou a filmar, e durante exatamente um ano, acompanhou a vida dessas pessoas, promoveu encontros, entrevistou as famílias, parceiros e filhos. A grande surpresa que o documentário reservou a todos foi a grande afinidade e o verdadeiro afeto que surgiram entre a equipe e os entrevistados. No decorrer de algum tempo, muito mais do que documentar a transexualidade, “ Uma questão de gênero” passa a documentar o surgimento de uma bonita amizade entre os entrevistados e a equipe e as interessantes reflexões que se originam desse convívio.
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